Como é conviver com Transtorno de ansiedade- Experiência pessoal e carta aberta

15:22

Experiencia pessoal e carta aberta

Eu ensaiei um bom tempo sobre como escrever sobre isso, mas foi nessas duas últimas crises que consegui externar mais ou menos como as coisas funcionam. Há um tempo escrevi sobre algumas decisões que tinha tomado para melhorar minha ansiedade (você pode ver aqui), mas é mais fácil falar do que fazer, eu venho tentado por um bom tempo e nem sempre é fácil como deveria.

Antes de tudo preciso explicar que ansiedade não é apenas estar na expectativa de algo, no caso do transtorno é muito mais que isso. Eu convivo diariamente com o medo (de não conseguir (seja o que for), de falar com as pessoas, de ser ridícula, de não ter forças, de não ter uma vida normal e etc.) e isso mexe muito com minha autoestima e segurança. Convivo também com uma cobrança interna que nem sempre é real, mas ela está ali, na minha cabeça e no meu corpo, me cobrando e cobrando de coisas que muitas vezes nem sei o que são. Muitas vezes tenho fobia social também, e peço desculpas aos meus amigos por sumir de vez em sempre. Sem contar as coisas físicas como um cansaço que nunca acaba, um peso constante no peito como se meu pulmão tivesse pegando fogo, língua amarga, as vezes dor de cabeça, as vezes dores no corpo e muitas vezes insônia. Não é fácil conviver com isso.

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Recentemente tive alguns ataques de pânico e estafa. Eu estou muito sobrecarregada com muitas coisas, porém não tenho como parar agora, na verdade não há como parar nunca, a vida continua, tendo ansiedade ou não, há deveres e obrigações, o que eu preciso fazer é arranjar uma forma de lidar melhor com isso e achar meu lugar de segurança no meio do caos, mas nem isso é  fácil.

Quando criei o blog o meu objetivo era poder escrever sobre coisas que se passam na minha cabeça, partilhar sobre dicas de coisa que gosto como moda, beleza, gastronomia, viagens, entre outras coisas mais como vocês podem reparar, tudo isso só porque gosto de compartilhar as coisas pelo prazer do partilhar. Simples assim. Meu objetivo nunca foi ficar famosa, ou ser como outras blogueiras, até porque uma boa parte das blogueiras não representam minha realidade e muitas vezes são plastificadas e montadas e eu também não quero isso, na verdade eu me recuso a ser dessa forma. O blog na verdade é como uma terapia pra mim, me ajuda a externar coisas que estão na minha mente, me diverte e distrai e ainda me coloca em contato com pessoas incríveis e é por esse motivo que resolvi partilhar essa parte não tão legal da minha vida com vocês, é minha forma de ser mais transparente.

Às vezes eu vou sumir do blog, vou falhar com as publicações e peço desculpas a vocês, mas algumas vezes precisarei de tempo, principalmente para descansar e lidar com o caos aqui dentro e aqui fora, mas peço que não me abandonem e se puderem me mandem energias positivas para que eu melhore logo. Também peço que não tenham pena de mim porque eu estou bem e sou uma pessoa normal, há dias que eu acordo muito bem, mas ter TAG é como uma montanha russa constante e com certeza vai ter dias que eu precisarei de espaço e tudo bem por isso, tenho fé que um dia encontrei a estabilidade que tanto almejo.

Para finalizar, gostaria de dizer que eu sei que eu não sou a única pessoa no mundo a ter TAG, e provavelmente não serei a última e por esse motivo peço que tenhamos mais paciência com as pessoas ao nosso redor. Muitas vezes não sabemos como está sendo o dia, ou a vida dela, não sabemos dos seus transtornos e traumas, muitas pessoas, como eu, preferem esconder os seus dilemas por muitas variantes (somente esse ano decidi falar abertamente sobre o que tenho), vamos espalhar mais luz, ajudar os outros, não ser maldosos e negativos. O apoio nessas horas faz mais diferença do que se parece, um abraço já me ajudou a não surtar, uma conversa amiga já me ajudou a não entrar em pânico. São coisas pequenas, mas pra quem sofre de algum transtorno faz muita diferença (e até pra quem não sofre, somos humanos, precisamos de afeto), então vamos ser melhores e mais empáticos. Acho que somente assim nos tornaremos pessoas melhores e mudaremos o mundo, passando a deixar tudo melhor. Cada um só dá o que tem.




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